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3 septembre Certos dias de chuva...Para os paulistanos que não acreditaram nas previsões dos meteorologistas o dia terminou de maneira confusa e desagradável. Claro que estou no grupo dos “Tomés” da vida e, como sempre, não portava um guarda-chuva no começo da noite.
Como sou uma paulistana nata, sofro de uma rinite terrível e ar-condicionado é meu pior inimigo. Portanto, em dias de muito calor, eu passo por uma metamorfose completa e drástica, começando pelos olhos vermelhos e inchados, passando pelos ouvidos e nariz entupidos, até fechar com chave de ouro e ficar completamente sem possibilidades de respiração adequada. Em resumo, coisa de fresco de clima temperado.
Voltando ao assunto do dia, saio do trabalho resignada com a chuva e a falta de provisão para a ocasião e sigo para o metrô. O primeiro obstáculo da volta ao lar é a escada rolante. Eu realmente gostaria de entender o porquê das pessoas não respeitarem uma placa com os dizeres “DEIXE O ACESSO LIVRE PARA PASSAGEM”. Tão simples, tão educado, tão civilizado...
O curto espaço da escada rolante livre ao céu, no caso à chuva, eu passo com uma sem noção à minha frente – com o guarda-chuva aberto, portanto protegida da dita – e barrando minha passagem para o espaço coberto do metrô. Se essa pequena atitude já me irrita em dias normais, não posso disfarçar meus instintos assassinos para ocasiões como essa.
São normas simples e que proporcionam um convívio pacífico entre desconhecidos, mas que alguns insistem em burlar, em uma demonstração clara de “meu umbigo, O mundo” que só Freud poderia explicar, se ele explicasse algo.
Claro que cheguei à minha estação de morada mais molhada que chegaria se não fosse a decrépita conterrânea à minha frente. E, claro, com os mais sinceros votos de tropeços no meio do caminho e várias costelas fora do lugar.
Nem vou comentar aqui o já famoso episódio saída/entrada nos vagões do metrô, porque é algo que me recuso a falar. Meu médico pediu para eu não estimular o ódio profundo que sinto ao meu semelhante. Tenho me esforçado muito para não odiar estranhos.
Quando chego à saída da estação rumo ao tão esperado lar, outra coisa que me irrita em dias de chuvas, o povo parado à porta da estação, esperando alguém como eu passar e sair xingando a colonização do seu ancestral – que não morreu na porra do navio a caminho das terras tupiniquins – para ficar horrorizado com o linguajar de uma senhora de família quase acima de qualquer suspeita.
E assim terminaria minha aventura, se não morasse em São Paulo e não tivesse pequenos problemas de iluminação em dias chuvosos, onde todo meu bairro fica precariamente abastecido, faltando semáforos e, claro, os pedestres esperando – NA CHUVA – os motoristas pararem para conseguirem atravessar uma rua. Mas aí já é outra história. CommentairesPour ajouter un commentaire, connectez-vous avec votre identifiant Windows Live ID (si vous utilisez Messenger ou Xbox LIVE, vous avez un identifiant Windows Live ID). Connectez-vous Vous n'avez pas d'identifiant Windows Live ID ? Inscrivez-vous RétroliensL'URL de rétrolien de ce billet est : http://psafiri.spaces.live.com/blog/cns!8C16AFF12B9B5766!1853.trak Blogs Web qui font référence à ce billet
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