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3 septembre

Certos dias de chuva...

Para os paulistanos que não acreditaram nas previsões dos meteorologistas o dia terminou de maneira confusa e desagradável. Claro que estou no grupo dos “Tomés” da vida e, como sempre, não portava um guarda-chuva no começo da noite.

 

Como sou uma paulistana nata, sofro de uma rinite terrível e ar-condicionado é meu pior inimigo. Portanto, em dias de muito calor, eu passo por uma metamorfose completa e drástica, começando pelos olhos vermelhos e inchados, passando pelos ouvidos e nariz entupidos, até fechar com chave de ouro e ficar completamente sem possibilidades de respiração adequada. Em resumo, coisa de fresco de clima temperado.

 

Voltando ao assunto do dia, saio do trabalho resignada com a chuva e a falta de provisão para a ocasião e sigo para o metrô. O primeiro obstáculo da volta ao lar é a escada rolante. Eu realmente gostaria de entender o porquê das pessoas não respeitarem uma placa com os dizeres “DEIXE O ACESSO LIVRE PARA PASSAGEM”. Tão simples, tão educado, tão civilizado...

 

O curto espaço da escada rolante livre ao céu, no caso à chuva, eu passo com uma sem noção à minha frente – com o guarda-chuva aberto, portanto protegida da dita – e barrando minha passagem para o espaço coberto do metrô. Se essa pequena atitude já me irrita em dias normais, não posso disfarçar meus instintos assassinos para ocasiões como essa.

 

São normas simples e que proporcionam um convívio pacífico entre desconhecidos, mas que alguns insistem em burlar, em uma demonstração clara de “meu umbigo, O mundo” que só Freud poderia explicar, se ele explicasse algo.

 

Claro que cheguei à minha estação de morada mais molhada que chegaria se não fosse a decrépita conterrânea à minha frente. E, claro, com os mais sinceros votos de tropeços no meio do caminho e várias costelas fora do lugar.

 

Nem vou comentar aqui o já famoso episódio saída/entrada nos vagões do metrô, porque é algo que me recuso a falar. Meu médico pediu para eu não estimular o ódio profundo que sinto ao meu semelhante. Tenho me esforçado muito para não odiar estranhos.

 

Quando chego à saída da estação rumo ao tão esperado lar, outra coisa que me irrita em dias de chuvas, o povo parado à porta da estação, esperando alguém como eu passar e sair xingando a colonização do seu ancestral – que não morreu na porra do navio a caminho das terras tupiniquins – para ficar horrorizado com o linguajar de uma senhora de família quase acima de qualquer suspeita.

 

E assim terminaria minha aventura, se não morasse em São Paulo e não tivesse pequenos problemas de iluminação em dias chuvosos, onde todo meu bairro fica precariamente abastecido, faltando semáforos e, claro, os pedestres esperando – NA CHUVA – os motoristas pararem para conseguirem atravessar uma rua. Mas aí já

é outra história.

2 septembre

Quem é o quarto poder?

 

Em 1789, Luis XVI convocou uma reunião geral dos "Estados Maiores", em Versalhes. O Primeiro Poder era constituído de trezentos nobres. O Segundo poder, de trezentos prelados da Igreja. O Terceiro Poder, de seiscentos cidadãos. Alguns anos mais tarde, após a Revolução Francesa, Edmundo Burke olhou para o andar superior onde estava localizada a tribuna de imprensa dos Cidadãos, e disse: “Lá está sentado o Quarto Poder, e seus membros são os mais importantes de todos aqui dentro”. (O Quarto Poder, p. 7)

 

O polêmico Jeffrey Archer nasceu em 1940, fez parte da Câmara dos Comuns em 1969 e foi presidente do Partido Conservador da Inglaterra. Foi nomeado Lorde em 1992 pela Rainha Elizabeth e se tornou escritor de best sellers como Caim e Abel, A Filha Pródiga, Primeiro entre Iguais e Quarto Poder, entre outros.

 

Jeffrey Archer foi considerado culpado em três casos de obstrução da Justiça e um de perjúrio num processo de 1987, onde cumpriu metade de sua sentença de 4 anos na prisão de Hollesley Bay, no condado de East Anglia (leste da Inglaterra), de 2001 até 2003.

 

Mesmo com tantos motivos para avaliar o escritor como “duvidável”, eu aprecio seus livros, a maneira como se desenrola a trama e como o livro dispõe suas personagens. Fora a grande lição que tive sobre a sucessão presidencial americana, em a Filha Pródiga, e o sistema parlamentar britânico, em Primeiro entre Iguais. Mas agora falarei do primeiro livro de Archer que li: O Quarto Poder.

 

Com "O Quarto Poder", Archer mostra o domínio crescente dos meios de comunicação na sociedade em que vivemos. Um domínio que visa cada vez mais atingir todo o mundo, selecionando a informação que circula. Para mostrar esse universo, ele conta a história de Richard Armstrong e Keith Towsend, duas pessoas totalmente diferentes em tudo, mas que acabam seguindo o mesmo trajeto profissional.

 

Um deles era filho de camponês analfabeto, que viveu na Europa devastada por uma guerra amarga e dolorosa. O outro cresceu numa mansão do lado longínquo do mundo, onde a guerra era um punhado de notícia. Um deles era esperto, malicioso, pronto para mudar o destino, até mesmo sua identidade, desde que com isso obtivesse algum lucro momentâneo. O outro era herdeiro de uma família tradicional, treinado desde cedo para exercer um papel público, um rebelde indiferente à aprovação de sua conduta. Um deles ansiava por riqueza, reconhecimento, status. O outro descobriu rapidamente que o verdadeiro poder vem do anonimato.

 

Partindo de suas posições sociais e atravessando dificuldades diversas, os dois protagonistas chegam ao ponto em comum de serem exímios jogadores preparados para qualquer risco em suas batalhas pelo controle do maior império jornalístico do mundo.

 

Um dos pontos interessantes do livro, fora a própria história, é como Archer descreve a vida das personagens desde o nascimento até determinado ponto da vida de ambos, separando por capítulos independentes até o encontro de Armstrong e Towsend.

 

O desenrolar da história é de fácil entendimento: a economia, a política, a manipulação de massas, os jornalistas bananas e dependentes. Mas mostrando que há mais no quarto poder que figuras de ficção e "Cidadãos Kane". E para controlar o império jornalístico, só um jogador com essas características, um Maxwell ambicioso, perigoso e sem escrúpulos.

27 août

Um réu chamado vítima

            Estranho ver a postura da polícia, apoiada pela mídia, em condenar a vítima de assalto por uma reação que – muitas vezes -, é involuntária. A vítima de assalto costuma ser criticada por reagir em dado momento no instinto primitivo de proteger seus bens, familiares ou a própria vida.

            Se a polícia não consegue desempenhar seu papel com maestria, ou simplesmente cumprir seu dever para com a sociedade, o mais fácil é culpar a vítima pelo incidente. Estava ostentando riqueza, andava pelas ruas da cidade, com o vidro do carro aberto ou porta destravada, estava distraído ou reagiu ao assalto. Argumentos que transformam a pessoa que deveria ser protegida por ela em vilã de uma história macabra.

            Conselhos como não reaja, não use relógio, não atenda o celular na rua (essa é a pior, para que tenho celular se só vou atendê-lo em casa?), são apenas formas baixas de desculpas para a frase real escondida nas entrelinhas: Não dependa da segurança pública inexistente.

O dilema está na tão questionável confiança. Se eu não confio nos órgãos municipais, estaduais e federal, que têm por objetivo minha segurança, a solução é procurar segurança própria e privada. Se eu tenho dinheiro, contrato segurança particular, blindo meu carro (segurado e com alarme) e pago estacionamentos para sentir alguma segurança, pois não podemos ignorar o fato de que todos esses artifícios geram a curiosidade a atraem outro tipo de criminosos, os seqüestradores.

            Se a situação do meu bolso é precária, apelo para a filosofia “dente por dente, olho por olho” e compro uma arma para fazer justiça com as próprias mãos. Outra solução válida é acreditar na segurança divina e rezar para que nada aconteça durante meu infortúnio traslado.

            O problema é que tanto para o rico, como para o pobre, a reação a uma ação violenta é inesperada e involuntária. Até por isso mesmo a famosa afirmação de que a vítima não era violenta. Não chega a ser uma atitude racional. Travar, reagir, rir ou chorar em situações de estresse não significa uma atitude pensada.

            Portanto, meus caros dois leitores, vamos reprimir comentários subliminares de que a vítima reagiu, por isso levou o tiro. Tanto a reação como a ação podem ser involuntárias. Eu, por exemplo, serei culpada se o assaltante ordenar que corra. Não moverei um músculo até toda adrenalina do corpo se dissolver naturalmente. Meu crime será a antirreação. Como não tenho dinheiro, que deus me ajude com um empurrão para correr.

 

                                                                                                                                                                                                                                Patrícia Paz

18 juin

Morte súbita nos três minutos finais da prorrogação

Era um dia qualquer de agosto, frio matinal batendo na face e a sensação cinematográfica do “primeiro ano do resto de nossas vidas” na veia. Expectativa de curso, estudantes, de vida e crescimento profissional após longos 10 anos em estado estático. Foi assim o primeiro dia de faculdade de jornalismo há quatro anos.

 

Trabalhos, noites e noites em claro revisando conceitos, lendo livros, revendo teses e elaborando textos. Cotidiano de um estudante qualquer, independente da profissão escolhida – cozinheiro ou jornalista. Mas como diria o não sei quem, afinal para que gastar meu latim aqui se eu posso escrever qualquer “coisa” e ganhar um salário mínimo por isso? ... Infelizmente, não consigo “emburrecer” para escrever, portanto, como diria Fernando Pessoa, “tudo vale a pena, se a alma não é pequena”... “Valeu a pena?”

 

Não sei ao certo se valeu a pena tanto esforço. Mais uma vez tenho a sensação de presa certa, do tipo “se correr o bicho pega. Se ficar o bicho come”. O diploma de jornalismo será um diferencial, mas para que lado? Se for para achatar ainda mais os salários eu prefiro mentir dizendo que não sou formada, sim porque eu vou concluir os dez dias que faltam. Se for para adquirir vantagem sobre os digitadores de ideias, então falo de minha graduação. E pensar que tinha intenção (até inscrição já havia feito) de uma pós em formação de professor universitário...

 

Minha revolta foi ao nível máximo quando li os argumentos dos ministros que mostraram total desconhecimento da profissão de jornalista. Falou-se em liberdade de expressão e criação literária como formas de impedimento ao tão questionável diploma da categoria.

 

Se formação acadêmica não é garantia de atuação ética no mercado de trabalho, então que caiam todos os cursos de graduação do universo, afinal, não é passando por uma universidade que o cidadão aprende a ter caráter. Visto os inúmeros crimes de colarinho branco de não jornalistas, mas diplomados no Brasil.

 

Refleti, diante das palavras dos ministros, que se para ser cozinheiro basta saber cozinhar, e, num sofismo pobre, para ser jornalista basta saber escrever. Eu posso ser advogada, pois sei o significado de termos como “recurso”, “agravo”, “entrância”, “artigo”, etc. Bem como sei ler a Constituição e os vários estatutos existentes. Chegando a conclusão de que não há a necessidade do diploma de Bacharel em Direito. Posso usar de argumentos bem mais medíocres do que os usados para derrubar uma das poucas exigências decentes criadas na época da ditadura.

 

Li, em um site qualquer (não me lembro qual), que um jornalista comparou o investimento de seu curso a um carro popular. Acho que paguei mais que um carro popular no meu curso de jornalismo. Se sabia escrever antes de ingressar na faculdade? A resposta é sim, afinal, eu precisei ler as questões do vestibular e assinalar uma quantidade razoável de alternativas certas.

 

Se a pergunta for direcionada ao aprendizado dos quatro anos de jornalismo, eu tenho muito que falar. Se precisava da formação superior? Com certeza, apesar do desrespeito a dedicação de quatro anos, eu sinto orgulho de dizer que passei por formação acadêmica.

 

E, aos colegas de profissão que comemoram o fim da exigência do diploma, um aviso: melhor comemorar também a desestruturação salarial, de classe e profissional.

 

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.

 

Quanto a mim? Sinto-me afogada na praia, após o êxito na travessia do oceano!

 

Patrícia Paz

Jornalista

MTB 53.963-SP

For nothing
5 mai

Aqui jaz uma fumante

           

Fumo desde os 19 anos. Não vou contar a minha pequena introdução ao mundo do tabaco, com 16 anos, quando minha mãe me matou em 10 minutos com Aids por descobrir que fumava um Free. Foi realmente desastroso esse dia.

Eu fumava escondido de todos e de tudo. Claro que não era muito eficaz no esconder, pois fumava no banheiro de casa, mas nenhum contato meu, sejam amigos ou familiares, sabia do feito. Um dia, eu saí do banheiro, uma mistura de cigarro e desodorante, e minha mãe me abordou na cozinha.

A pergunta era simples e exigia uma resposta mais simples ainda, sim ou não. Eu podia esconder, mas mentir jamais. Esse era o lema, a regra e eu sempre segui regras. Respondi com a verdade, sim, eu fumava. Foi o início do fim, pelo menos para uma adolescente de 16 anos. Minha democrática mãe traçou uma linha de vida curta, a la Cristiane F, e me matou com Aids depois de ter me prostituído para adquirir as drogas mais pesadas que passaria a usar. Nem preciso dizer que larguei o singelo Free após essa conversa. Sem falar das mãos de minha mãe em minha cabeça indo de encontro com a parede da cozinha.

Aos 19 anos eu voltei a fumar. Uma enorme besteira, sei disso. Como antes, eu não contei para amigos ou familiares e, como antes e sempre, não fui discreta em esconder o fato, pois largava o cigarro no carro depois de chegar da faculdade.

Um dia, ou melhor, uma noite, eu estacionei o carro na garagem e minha mãe, singela como sempre, me abordou na porta de entrada com a mesma pergunta de três anos antes: você está fumando?

Minha primeira reação foi ver se me encontrava atrás de alguma parede, pois ainda doía o resultado da última vez em que me foi feita a pergunta. Como toda mãe que se presa, ela veio com o discurso antifumo e nada mais fez. Fiquei em uma mistura de alívio e apreensão, mas dei continuidade ao meu tão agradável vício.

Meses depois foi a vez do meu pai descobrir minha fraqueza. Meu fumante pai me viu fumando na chácara que tínhamos em uma cidade qualquer. Eu, com quase 20 anos, tive sensações de criança quando pega em uma grande travessura. E, ainda assim, segui em frente.

Várias ocasiões apareceram para que interrompesse o vício. Uma gravidez, outra... E, para falar a verdade, só ocasiões como essa me faziam largar o meu tão agradável vício. Talvez eu fosse uma dessas pessoas para ficar grávida a cada dez meses, não sei.

Hoje, com trinta e quase todos os anos, eu tenho as mesmas dúvidas em relação ao cigarro. Eu devo parar, mas gosto e sinto prazer em fumar.

Estou em um processo engraçado de encarar o vício. A moda hoje é não ser fumante. Mesmo que o indivíduo seja drogado, bêbado e criminoso, não é fumante. Vale lembrar que comecei a fumar em uma época que o cigarro era moda, não tanto quanto na época da minha avó, mas ainda assim era moda... Agora eu estou em um dilema.

Fato um: o cigarro incomoda muita gente.

Fato dois: o fumante incomoda muito mais.

Vamos ser francos, o fumante é inconveniente, agressivo e folgado. E o não fumante é tanto ou mais. Cada qual na sua!? Que nada, se fumo na rua, um “geração saúde” qualquer olha com cara feia. Tem gente até que diz que fumar em fila de ônibus deveria ser proibido.

Certo, eu desisto! Vamos transformar o mundo em um lugar totalmente saudável. Eu começo com o meu cigarro. E você termina o ciclo. Tira seu carro de circulação, fecha sua fábrica, recicla todo e qualquer material e, se não for reciclável, pára de fabricar. Deixa de lado todo e qualquer produto nocivo à sua saúde e, principalmente, à dos outros. Sim, porque sua maconha é recriminável, assim como sua dose de whisky ou cerveja durante o happy hour. Afinal, você pode matar alguém se ingerir alguma dessas substâncias e sair para um passeio ou voltar para casa alterado.

Pára de produzir substâncias tóxicas, poluir os rios, o ar e mais alguma coisa que transforma o lugar onde EU vivo em um inferno astral. E eu paro com meu vício de fumar cigarro.

Estamos de acordo? Eu me mato aos poucos com o cigarro, que posso jogar o clichê do fumante: vamos morrer um dia, todos... Fumantes ou não. E você? Pode jogar o mesmo clichê?

Então, jaza o cigarro, mas só quando jazer todo o resto.

Patrícia Paz

2 septembre

As intermitências da morte

“Ela pode ser fatal, mas também tem seus sentimentos. Magoada porque os seres humanos tanto a detestam, a morte (com m minúsculo) resolve mostrar como, no fundo, eles são uns ingratos”.

Ingratidão é pouco para Saramago. No livro “As Intermitências da Morte”, ele expõe toda complexidade da vida e da morte, mostrando como um país inteiro reage ao simples fato tão desejado por cada indivíduo, a vida eterna.

Como sobreviver diante da imortalidade? A morte, como um negócio, gerencia todo um país e sua falta afeta todos os segmentos possíveis na mente nada simples do autor. Atividades como funerárias, hospitais, seguradoras, asilos, são imediatamente postas à prova quando, a partir de um 1º de janeiro, ninguém morre. Claro que continuam com seus negócios, mas para isso o governo precisa investir e interferir em cada setor.

Como para todo o problema existente, soluções paliativas aparecem para controlar os ânimos,  como o nascimento da “Maphia”, que contrabandeia moribundos para a fronteira.

Politicamente se instaura o caos e não só no âmbito político, discussões sociais, filosóficas e, a mais interessante de todas, religiosas acerca da eternidade são freqüentes no país que não há mais a morte.

Sete meses se passam e a morte resolve explicar o porquê de seu ato tão radical e novo caos se instaura quando resolve levar todas as vidas pendentes durante esse tempo. Mas o que realmente espanta toda uma nação é a nova forma que ela assume para levar seus servos. Uma carta e o prazo de uma semana para que resolvam suas pendências na terra. Sem acidentes, doenças ou fatalidades, apenas um aviso de que, a partir da data de recebimento, uma semana até que se deixe de existir.

“... devo explicar que a intenção que me levou a interromper a minha actividade, a parar de matar, a embanhiar a emblemática gadanha que imaginativos pintores e gravadores doutro tempo me puseram na mão, foi oferecer a esses seres humanos que tanto me detestam uma pequena amostra do que para eles seria viver sempre, isto é, eternamente, embora, aqui entre nós dois, senhor diretor-geral da televisão nacional, eu tenha de confessar a minha total ignorância sobre se as duas palavras, sempre e eternamente, são tão sinônimas quanto em geral se crê, ora bem, passado esse período de alguns meses a que poderíamos chamar de prova de resistência ou de tempo gratuito e tendo em conta os lamentáveis resultados da experiência, tanto de um ponto de vista moral, isto é, filosófico, como de um ponto de vista pragmático, isto é, social, considerei que o melhor para as famílias e para a sociedade no seu conjunto, quer em sentido vertical, quer em sentido horizontal, seria vir a público reconhecer meu equívoco de que sou responsável e anunciar o imediato regresso à normalidade, o que significará que todas aquelas pessoas que já deveriam estar mortas, mas que, com saúde ou sem ela, permaneceram neste mundo, se lhes apagará a candeia da vida quando se extinguir no ar a última badalada da meia-noite...”

“As Intermitências da Morte” é um livro cheio de detalhes impensáveis por nós, pobres mortais, que ainda almejamos a vida eterna. Uma excelente reflexão sobre o porquê não mudar o que se tem de organizado e natural.

Patrícia Paz

4 juillet

A Idade de Ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.
19 juin

CSS - Contribuição com nome de facção criminosa

A Contribuição Social para a Saúde (CSS), se aprovada pelo Senado, vai substituir a extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O novo tributo terá alíquota de 0,1% sobre todas as movimentações financeiras e estarão isentos da tarifa aposentados e pensionistas, além dos trabalhadores formais que recebam até R$ 3.038,99. Para os felizardos com salários acima do valor estipulado, o controle será maior, pois estarão isento até este limite, pagando apenas CSS sobre o restante.

O que eu não entendo é porque acabaram com a CPMF se iriam criar outra em tão pouco tempo. Aliás, eu prefiro CPMF à CSS, que parece coisa de crime organizado.

Semana passada a Câmara dos Deputados aprovou a criação da tarifa por 259 votos. Eram necessários 257 votos para a aprovação.

Com tanto imposto, taxa e tarifa eu não estranho que não consiga guardar algum no fim do mês. O que não me parece muito positivo, pois o que me rende na poupança, por exemplo, nem de longe é o que eu pago com as contribuições da vida.

Enfim, aprovada ou não, eu só pensei em guardar bem os nomes dos que votaram a favor e contra a contribuição. Aos que a defendem, para poder cobrar depois, quando nem um centavo arrecadado com a tal organização criminosa, não passar nem perto da saúde. Caso explícito da CPMF. Aos que votaram contra, para saber se – daqui a dois anos – vão pensar da mesma forma quando não forem mais oposição.

Típico caso que somente Ney consegue elucidar. “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

Patrícia Paz

CSS - Votaram contra

Democratas (DEM)

Abelardo Lupion (PR)

André de Paula (PE)

Antonio Carlos Magalhães Neto (BA)

Ayrton Xerez (RJ)

Carlos Melles (MG)

Claudio Cajado (BA)

Davi Alcolumbre (AP)

Eduardo Sciarra (PR)

Fábio Souto (BA)

Felipe Maia (RN)

Félix Mendonça (BA)

Fernando de Fabinho (BA)

Germano Bonow (RS)

Guilherme Campos (SP)

Jerônimo Reis (SE)

João Bittar (MG)

João Oliveira (TO)

Jorge Khoury (BA)

Jorge Tadeu Mudalen (SP)

Jorginho Maluly (SP)

José Carlos Aleluia (BA)

José Carlos Machado (SE)

Lira Maia (PA)

Luciano Pizzatto (PR)

Luiz Carlos Setim (PR)

Marcio Junqueira (RR)

Marcos Montes (MG)

Mendonça Prado (SE)

Mussa Demes (PI)

Onyx Lorenzoni (RS)

Osório Adriano (DF)

Paulo Ornhausen (SC)

Paulo Magalhães (BA)

Roberto Magalhães (PE)

Rodrigo Maia (RJ)

Rogerio Lisboa (RJ)

Ronaldo Caiado (GO)

Silvinho Peccioli (SP)

Solange Amaral (RJ)

Vitor Penido (MG)

Walter Ihoshi (SP)

 

Partido da República (PR)

Bilac Pinto (MG)

Clodovil Hernandes (SP)

Gorete Pereira (CE)

Homero Pereira (MT)

Jofran Frejat (DF)

Luciana Costa (SP)

Suely (RJ)                    

 

Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)

Affonso Camargo (PR)

Alfredo Kaefer (PR)

Andreia Zito (RJ)

Antonio Carlos Mendes Thame (SP)

Antonio Carlos Pannunzio (SP)

Arnaldo Madeira (SP)

Bonifácio de Andrada (MG)

Bruno Araújo (PE)

Bruno Rodrigues (PE)

Carlos Alberto Leréia (GO)

Claudio Diaz (RS)

Duarte Nogueira (SP)

Edson Aparecido (SP)

Eduardo Barbosa (MG)

Emanuel Fernandes (SP)

Fernando Chucre (SP)

Freire Júnior (TO)

Gervásio Silva (SC)

Gustavo Fruet (PR)

Izalci (DF)

João Almeida (BA)

José Aníbal (SP)

Julio Semeghini (SP)

Jutahy Junior (BA)

Leonardo Vilela (GO)

Lobbe Neto (SP)

Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES)

Manoel Salviano (CE)

Narcio Rodrigues (MG)

Nilson Pinto (PA)

Otavio Leite (RJ)

Paulo Abi-Ackel (MG)

Paulo Renato Souza (SP)

Pinto Itamaraty (MA)

Professor Ruy Pauletti (RS)

Rafael Guerra (MG)

Raimundo Gomes de Matos (CE)

Renato Amary (SP)

Ricardo Tripoli (SP)

Roberto Rocha (MA)

Rodrigo de Castro (MG)

Rômulo Gouveia (PB)

Saturnino Masson (MT)

Sebastião Madeira (MA)

Silvio Lopes (RJ)

Silvio Torres (SP)

Vanderlei Macris (SP)

Waldir Neves (MS)

William Woo (SP)

Zenaldo Coutinho (PA)  

 

Partido Democrático Trabalhista (PDT)

Arnaldo Vianna (RJ)

Barbosa Neto (PR)

Manato (ES)

Miro Teixeira (RJ)

Paulo Rubem Santiago (PE)

Sueli Vidigal (ES)

 

Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)

Edgar Moury (PE)

Flaviano Melo (AC)

Francisco Rossi (SP)

Lelo Coimbra (ES)

Leonardo Picciani (RJ)

Marcelo Itagiba (RJ)

Mauro Mariani (SC)

Max Rosenmann (PR)

Raul Henry (PE)

 

Partido Popular Socialista (PPS)

Alexandre Silveira (MG)

Augusto Carvalho (DF)

Cezar Silvestri (PR)

Cláudio Magrão (SP)

Fernando Coruja (SC)

Geraldo Thadeu (MG)

Humberto Souto (MG)

Ilderlei Cordeiro (AC)

Leandro Sampaio (RJ)

Moreira Mendes (RO)

Nelson Proença (RS)

Raul Jungmann (PE)

 

Partido Progressista (PP)

Afonso Hamm (RS)

Angela Amin (SC)

Antonio Cruz (MS)

Celso Russomanno (SP)

Dilceu Sperafico (PR)

Gerson Peres (PA)

Jair Bolsonaro (RJ)

Luis Carlos Heinze (RS)

Rebecca Garcia (AM)

Renato Molling (RS)

Vadão Gomes (SP)

Zonta (SC)

 

Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB)

Juvenil (MG)                 

 

Partido Social Cristão (PSC)

Regis de Oliveira (SP)   

 

Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)

Chico Alencar (RJ)

Ivan Valente (SP)

Luciana Genro (RS)

 

Partido Socialista Brasileiro (PSB)

Júlio Delgado (MG)

Luiza Erundina (SP)

Mauro Nazif (RO)

 

Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)

Armando Monteiro (PE)

Arnaldo Faria de Sá (SP)

 

Partido Verde (PV)

Antônio Roberto (MG)

Dr. Nechar (SP)

Dr. Talmir (SP)

Edigar Mão Branca (BA)

Fábio Ramalho (MG)

Fernando Gabeira (RJ)

José Fernando Aparecido de Oliveira (MG)

José Paulo Tóffano (SP)

Lindomar Garçon (RO)

Marcelo Ortiz (SP)

Roberto Santiago (SP)

Sarney Filho (MA)

CSS - Votaram a favor

Partido Comunista do Brasil (PC do B)

Aldo Rebelo (SP)

Alice Portugal (BA)

Daniel Almeida (BA)

Edmilson Valentim (RJ)

Evandro Milhomen (AP)

Flávio Dino (MA)

Jô Moraes (MG)

Manuela DÁvila (RS)

Osmar Júnior (PI)

Perpétua Almeida (AC)

Renildo Calheiros (PE)

Vanessa Grazziotin (AM)

 

Partido da República (PR)

Airton Roveda (PR)

Aracely de Paula (MG)

Chico Abreu (GO)

Chico da Princesa (PR)

Dr. Adilson Soares (RJ)

Giacobo (PR)

Inocêncio Oliveira (PE)

Jaime Martins (MG)

José Santana de Vasconcellos (MG)

Leo Alcântara (CE)

Lincoln Portela (MG)

Lucenira Pimentel (AP)

Luciano Castro (RR)

Lúcio Vale (PA)

Marcelo Teixeira (CE)

Marcio Marinho (BA)

Maurício Quintella Lessa (AL)

Maurício Trindade (BA)

Milton Monti (SP)

Neilton Mulim (RJ)

Nelson Goetten (SC)

Valdemar Costa Neto (SP)

Vicente Arruda (CE)

Vicentinho Alves (TO)

Wellington Fagundes (MT)

 

Partido Democrático Trabalhista (PDT)

Ademir Camilo (MG)

Brizola Neto (RJ)

Dagoberto (MS)

Damião Feliciano (PB)

Davi Alves Silva Júnior (MA)

Giovanni Queiroz (PA)

João Dado (SP)

Marcos Medrado (BA)

Mário Heringer (MG)

Paulo Pereira da Silva (SP)

Pompeo de Mattos (RS)

Sérgio Brito (BA)

Vieira da Cunha (RS)

Wolney Queiroz (PE)

 

Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)

Alexandre Santos (RJ)

Aníbal Gomes (CE)

Antônio Andrade (MG)

Antonio Bulhões (SP)

Átila Lins (AM)

Carlos Alberto Canuto (AL)

Carlos Bezerra (MT)

Celso Maldaner (SC)

Cezar Schirmer (RS)

Cristiano Matheus (AL)

Darcísio Perondi (RS)

Edio Lopes (RR)

Edson Ezequiel (RJ)

Eduardo Cunha (RJ)

Elcione Barbalho (PA)

Eliseu Padilha (RS)

Eunício Oliveira (CE)

Fátima Pelaes (AP)

Fernando Diniz (MG)

Fernando Lopes (RJ)

Flávio Bezerra (CE)

Gastão Vieira (MA)

Geraldo Pudim (RJ)

Geraldo Resende (MS)

Henrique Eduardo Alves (RN)

Hermes Parcianello (PR)

Ibsen Pinheiro (RS)

Íris de Araújo (GO)

João Magalhães (MG)

João Matos (SC)

Joaquim Beltrão (AL)

Jurandil Juarez (AP)

Leandro Vilela (GO)

Luiz Bittencourt (GO)

Marcelo Almeida (PR)

Marcelo Castro (PI)

Marcelo Melo (GO)

Maria Lúcia Cardoso (MG)

Marinha Raupp (RO)

Mauro Benevides (CE)

Mauro Lopes (MG)

Mendes Ribeiro Filho (RS)

Moacir Micheletto (PR)

Natan Donadon (RO)

Nelson Bornier (RJ)

Nelson Trad (MS)

Odílio Balbinotti (PR)

Olavo Calheiros (AL)

Osmar Serraglio (PR)

Osvaldo Reis (TO)

Paulo Henrique Lustosa (CE)

Paulo Piau (MG)

Pedro Chaves (GO)

Pedro Novais (MA)

Professor Setimo (MA)

Rita Camata (ES)

Saraiva Felipe (MG)

Solange Almeida (RJ)

Tadeu Filippelli (DF)

Valdir Colatto (SC)

Veloso (BA)

Vital do Rêgo Filho (PB)

Waldemir Moka (MS)

Wilson Braga (PB)

Wilson Santiago (PB)

Wladimir Costa (PA)

Zé Gerardo (CE)

Zequinha Marinho (PA)  

 

Partido dos Trabalhadores (PT)

Adão Pretto (RS)

Angelo Vanhoni (PR)

Anselmo de Jesus (RO)

Antônio Carlos Biffi (MS)

Antonio Carlos Biscaia (RJ)

Antonio Palocci (SP)

Beto Faro (PA)

Cândido Vaccarezza (SP)

Carlito Merss (SC)

Carlos Abicalil (MT)

Carlos Santana (RJ)

Carlos Zarattini (SP)

Cida Diogo (RJ)

Dalva Figueiredo (AP)

Décio Lima (SC)

Devanir Ribeiro (SP)

Dr. Rosinha (PR)

Eduardo Valverde (RO)

Elismar Prado (MG)

Eudes Xavier (CE)

Fátima Bezerra (RN)

Fernando Ferro (PE)

Fernando Melo (AC)

Francisco Praciano (AM)

Gilmar Machado (MG)

Guilherme Menezes (BA)

Henrique Afonso (AC)

Henrique Fontana (RS)

Iran Barbosa (SE)

Iriny Lopes (ES)

Janete Rocha Pietá (SP)

Jilmar Tatto (SP)

Jorge Bittar (RJ)

José Airton Cirilo (CE)

José Eduardo Cardozo (SP)

José Genoíno (SP)

José Guimarães (CE)

José Mentor (SP)

Joseph Bandeira (BA)

Leonardo Monteiro (MG)

Luiz Bassuma (BA)

Luiz Couto (PB)

Luiz Sérgio (RJ)

Magela (DF)

Marco Maia (RS)

Maria do Carmo Lara (MG)

Maria do Rosário (RS)

Maurício Rands (PE)

Miguel Corrêa (MG)

Nazareno Fonteles (PI)

Nelson Pellegrino (BA)

Nilson Mourão (AC)

Odair Cunha (MG)

Paulo Pimenta (RS)

Paulo Rocha (PA)

Paulo Teixeira (SP)

Pedro Eugênio (PE)

Pedro Wilson (GO)

Pepe Vargas (RS)

Reginaldo Lopes (MG)

Sérgio Barradas Carneiro (BA)

Tarcísio Zimmermann (RS)

Vander Loubet (MS)

Vicentinho (SP)

Vignatti (SC)

Virgílio Guimarães (MG)

Walter Pinheiro (BA)

Zé Geraldo (PA)

Zezéu Ribeiro (BA)

 

Partido Humanista da Solidariedade (PHS)

Felipe Bornier (RJ)

Miguel Martini (MG)

 

Partido da Mobilização Nacional (PMN)

Silvio Costa (PE)           

           

Partido Progressista (PP)

Benedito de Lira (AL)

Ciro Nogueira (PI)

Eduardo da Fonte (PE)

Eliene Lima (MT)

Eugênio Rabelo (CE)

George Hilton (MG)

Gladson Cameli (AC)

João Leão (BA)

João Pizzolatti (SC)

José Otávio Germano (RS)

Lázaro Botelho (TO)

Luiz Fernando Faria (MG)

Márcio Reinaldo Moreira (MG)

Mário Negromonte (BA)

Nelson Meurer (PR)

Neudo Campos (RR)

Pedro Henry (MT)

Ricardo Barros (PR)

Roberto Britto (BA)

Simão Sessim (RJ)

Vilson Covatti (RS)

Waldir Maranhão (MA)  

           

Partido Republicano Brasileiro (PRB)

Cleber Verde (MA)

Léo Vivas (RJ)

Marcos Antonio (PE)

Walter Brito Neto (PB)   

 

Partido Social Cristão (PSC)

Costa Ferreira (MA)

Deley (RJ)

Eduardo Amorim (SE)

Filipe Pereira (RJ)

Hugo Leal (RJ)

Takayama (PR)

 

Partido Socialista Brasileiro (PSB)

Ana Arraes (PE)

Ariosto Holanda (CE)

Átila Lira (PI)

B. Sá (PI)

Beto Albuquerque (RS)

Ciro Gomes (CE)

Dr. Ubiali (SP)

Eduardo Lopes (RJ)

Fernando Coelho Filho (PE)

Givaldo Carimbão (AL)

Laurez Moreira (TO)

Lídice da Mata (BA)

Manoel Junior (PB)

Marcelo Serafim (AM)

Márcio França (SP)

Maria Helena (RR)

Ribamar Alves (MA)

Rodrigo Rollemberg (DF)

Sandra Rosado (RN)

Valadares Filho (SE)

Valtenir Pereira (MT)

 

Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)

Alex Canziani (PR)

Armando Abílio (PB)

Arnon Bezerra (CE)

Augusto Farias (AL)

Jovair Arantes (GO)

Luiz Carlos Busato (RS)

Nelson Marquezelli (SP)

Paes Landim (PI)

Pastortd Manoel Ferreira (RJ)

Paulo Roberto (RS)

Pedro Fernandes (MA)

Sérgio Moraes (RS)

Tatico (GO)

 

Partido Trabalhista Cristão (PTC)

Carlos Willian (MG)       

           

Partido Trabalhista do Brasil (PT do B)Vinicius Carvalho (RJ)   

4 juin

Velhos tempos, belos dias

Dia desses recebi o e-mail de uma amiga contando sobre seu inferno astral. Em determinada parte do e-mail ela diz que eu não passo pela fase do dito, pois sempre estou nele, então é uma constante em minha vida. Não entendi muito bem o que ela quis dizer com isso na hora, talvez estivesse de humor neutro ao ler o texto, mas o fato é que não possuo esse tal de bom humor. Essa é a verdade e ela tem que ser dita...

Todos os testes para revelar se você é uma pessoa pessimista ou otimista, como vê e encara o mundo, tudo balela. Não existe meio copo cheio. Você tem um copo cheio, se beber metade do conteúdo, claro que só pode ser um copo meio vazio, pelo próprio contexto da ação, ora. Ou pretende vomitar o que foi ingerido de volta ao copo? Essa é a vida, que nem sempre é justa.

Essa fama de mau humor não é justa, pois nunca fico de mau humor sem um bom motivo. Minhas respostas azedas, diretas e sinceras são minhas armas de defesa. É meu jeito, por isso não compreendo a reação das pessoas quando dizem que estão espantadas comigo. Se estiverem mesmo é porque não me conhecem, caso contrário seria normal.

Acontecimentos forçam sua reação. Não é a ação que proporciona a reação contrária? Então estou dentro da normalidade da física.

Estava a caminho do trabalho, andando pelas ruas de São Paulo, pensando nas coisas que teria que fazer no dia. Uma pessoa humana vem em direção contrária à minha e tropeça. Para não cair de cara no chão, a infeliz vem para cima de mim, se apóia no meu tronco e me leva ao chão junto com ela. Caio de bunda direto no chão com a imbecil encima de mim, pedindo mil desculpas. Como, em sã consciência, posso desculpar um ser que prefere me ferrar e se ferrar sozinho. Sendo que não é meu filho, meu pai ou um parente (super próximo, única razão pelo qual desculparia tal ato). Claro que xingo a infeliz. Claro que meu humor, aquele que inexiste em mim, se esvai. Como poderia passar o resto do dia bem? Impossível.

Em um trabalho que estou fazendo em dupla, minha parceira achou inadequado entrevistar o travesti envolvido com o Ronaldinho. Não tentou falar com ele, não tentou puxar assunto, porque não achou oportuno. Quem encontra com uma polêmica pessoa assim do nada e deixa escapar uma boa matéria? Nenhum jornalista que conheço.

Enfim, com essa semana dos diabos, como posso eu estar de bom humor? E meu inferno astral começou hoje, nem quero ver o que pode acontecer daqui para frente.

O mês de junho é para reflexão, introspecção e cuidado. Já não sou boa com gente, povo, massa e contatos. Mas agora começa a caça às bruxas. Já estou preparada com vários títulos, filmes e momentos de pura solidão. Sair de casa só para o trabalho e, ainda assim, correndo o risco de trombar, literalmente, com abusados que preferem usar você como colchão. Contato pessoal então... Bom dia será algo íntimo demais.

Afinal, antes só do que mal acompanhado, já dizia minha vó.

Patrícia Paz

31 mai

Sobre a matéria Oniomania

A matéria abaixo foi minha última pauta no trabalho. Eu queria somente dizer como foi o processo até a elaboração do texto.

Claro que os primeiros contatos que tive, depois de uma enorme pesquisa sobre o assunto, foram os especialistas – tanto o médico que coordena o Ambulatório de Jogos Patológicos e Outros Transtornos do Impulso e o coordenador do programa de Administração de Varejo (Provar) e professor da USP. Com eles eu pude ter uma idéia geral do assunto oniomania. Uma palavra estranha, além de significar algo que não tinha noção da complexidade.

Ao conseguir a personagem para a matéria, uma pessoa com o problema diagnosticado e com coragem para contar sua história, eu pude vivenciar o sofrimento de alguém em luta contra um vício.

A primeira coisa que posso dizer da ‘Luciana’ (como dito na matéria não é o nome dela) é a admiração que tive com sua aparência. Uma mulher bonita, inteligente, consciente. Eu imaginei encontrar uma pessoa fútil, que só pensava em sua aparência, em status e poder. Esses foram os conceitos que tive, em um primeiro momento, quando pesquisei sobre a doença. Mas o que vi foi uma pessoa forte, lutando para reconquistar o respeito por si e de maneira exemplar.

A entrevista foi marcada em um shopping de São Paulo, o que me deixou em pânico. Como uma pessoa que sofre o transtorno da compra tem a coragem de freqüentar shoppings? Era essa a pergunta que não saía de minha mente. Claro que ela me calou quando explicou o motivo de pedir um encontro lá. Ela estava na fase de enfrentar desafios. E o maior deles foi contar sua história. Sem dramas, apenas alertando como estamos sujeitos aos mais inusitados problemas da vida moderna.

Eu senti orgulho em conhecê-la, em ser digna de confiança para divulgar sua história e servir como alerta para as pessoas na mesma situação e em negação. Fiquei impressionada com todos os esforços ultrapassados e, mais importante, sensibilizada em saber que ela não precisou passar por tudo isso sozinha.

Deixo registrado meu agradecimento à Luciana, pois sem ela não entenderia o que é realmente um transtorno como a oniomania. E faço minha a vontade dela que mais pessoas se encontrem nessa história e procurem ajuda o quanto antes.

Patrícia Paz

Oniomania

“Um dia eu fiquei no shopping das 9 da manhã ás 10 da noite. Quando as portas abriram, eu entrei e lá fiquei até fechar. Eu voltei para o carro várias vezes para levar as sacolas e voltava para comprar mais. Fui para casa feliz, realizada. Tudo estava bem, eu experimentei todas as compras, escondi no armário, joguei fora as sacolas e somente comecei a pensar no que tinha feito no dia seguinte. Pensei no que teria que pagar e entrei em depressão”.

R$ 15 mil. Esse foi o valor gasto pela advogada Luciana*, 37 anos, dentro de um shopping da cidade, em apenas um dia de compras. Luciana conta como foi parar na terapia e como reconheceu que tinha um problema, uma doença chamada oniomania, em outras palavras, o transtorno da necessidade incontrolável de comprar. Luciana é uma compradora compulsiva.

“É a descrição de um comportamento patológico, um distúrbio do comportamento. Refere-se a um descontrole da relação com as compras, do ato de comprar”, diz Daniel Fuentes, coordenador do Ambulatório de Jogos Patológicos e Outros Transtornos do Impulso (Amjo), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas.

Por ser uma prática aceitável e incentivada desde a infância, quando ocorre o descontrole excessivo dessa relação é mais difícil de detectar, para os amigos e familiares, do que outros transtornos, explica o coordenador do Amjo.

Luciana também precisou dos amigos e familiares para reconhecer que estava doente. “As brigas com meu marido começaram porque ele não conseguia pagar minhas contas, que eram cada vez mais altas. Isso porque ele não tinha conhecimento dos carnês e da minha conta bancária. Até que um dia ele disse que se não tomasse jeito ele iria se separar. Foi quando eu fui desabafar com uma amiga, de infância e ela disse que eu tinha um problema”.

A advogada não tinha coragem de procurar apoio, não queria que as pessoas a vissem como incapaz e tivessem pena. Ela só aceitou participar de terapia por entender que a amiga estava certa, ela não tinha uma relação saudável com compras. “Eu fui a uma consulta, expliquei como me sentia e iniciei um tratamento. Isso já faz quatro anos. Ali eu realmente percebi o quanto estava doente e foi muito difícil, pois durante o tratamento, eu tive várias recaídas, me endividava e mesmo tentando pagar essas contas eu voltava a contrair pequenas dívidas”.

Para Fuentes, o sintoma pode estar associado a transtornos do humor e de ansiedade, dependência de substâncias psicoativas (álcool, tóxicos ou medicamentos), transtornos alimentares (bulimia, anorexia) e de controles de impulsos. “A oniomania comumente aparece na presença de outro transtorno e precisa e deve ser tratada como doença, pois desestabiliza o social, pessoa e financeiro da pessoa”.

“Era sempre assim, na hora em que eu estava fazendo compras, eu sentia muita alegria, muita liberdade, uma sensação muito boa. No outro dia, uma sensação de derrota, de desgraça, pensando em como eu iria fazer com aquilo. Já cheguei ao ponto de levar minhas jóias para o prego, para conseguir dinheiro para comprar outras coisas, pagar dívidas que eu tinha”. No caso da advogada, a depressão foi diagnosticada como transtorno de base.

Mesmo não existindo um remédio que combata o desejo compulsivo de comprar, a melhor forma de se tratar pessoas com este problema é por meio da psicoterapia, além da necessidade de freqüentar grupos de auto-ajuda, como os Devedores Anônimos, que segue a mesma linha de atuação dos Alcoólatras Anônimos.

Além de cortar todas as formas de crédito, como cheques e cartões de crédito, o ideal é que alguém da família ou um amigo próximo assuma o controle das finanças do paciente. “O paciente elege um ‘Portador da chave’, uma pessoa próxima que o ajudará no combate ao consumo desenfreado”, conclui Fuentes.

 

Indução ao consumo

Para o professor de administração da USP e coordenador do programa de Administração de Varejo (Provar), Cláudio Felisoni de Ângelo, a propaganda é totalmente voltada para o estímulo do consumo. “Dizer que não sofremos a ação da propaganda é um absurdo. O processo decisório do consumo é proporcionado pelos sentidos, ou seja, ele é movido pela razão e pela emoção”. 

Ângelo entende que a propaganda não é feita para incentivar uma pessoa a comprar de maneira compulsiva, mas que incentivar o consumo é o foco principal. Cabe ao consumidor decidir a necessidade do produto em sua vida.

O professor define como grandes responsáveis pelo aumento do consumo, o crédito facilitado, financiamentos bancários, as promoções e grandes liquidações do varejo. Para o coordenador do Amjo os créditos facilitaram, e muito, o endividamento.

 

Grupos de ajuda

Os Devedores Anônimos (D.A.) foi criado para auxiliar pessoas que sofrem da oniomania. Segundo o grupo, o propósito de ensinar seus membros a reaprender a lidar com o dinheiro é o principal objetivo, e para isso realizam cálculos das despesas domésticas e as relacionam com os ganhos mensais da pessoa. O D.A. está no país desde 1997 e tem como base a proposta do D.A. criado em 1968 nos EUA e na Europa. Tem a mesma filosofia dos Alcoólicos Anônimos, com 12 tradições e 12 passos, substituindo as palavras álcool e sobriedade por débito/gastos e solvência, respectivamente. Para o D.A. a oniomania é uma doença, acreditando que o consumo é um vício, assim como o alcoólatra tem seu vício na bebida.

Fuentes afirma que o sintoma ainda não pode ser considerado um diagnóstico, ou seja, uma doença, mas é tratado com psicoterapia e, em muitos casos, com remédios para os transtornos de base que acompanham a oniomania.

A reunião do Grupo de Devedores Anônimos tem início com a oração da serenidade e logo após há a leitura do texto sobre endividamento, com alguns tópicos sobre como identificar um D.A. Os depoimentos são intercalados com a leitura das ferramentas do devedor anônimo.

Os relatos são, em sua maioria, muito parecidos uns com os outros, pessoas com certa independência financeira, com estabilidade de emprego, mas que começam a gastar de maneira descontrolada. Eles entram em um ritmo frenético para cobrir seus gastos, caindo em créditos e financiamentos como forma de pagar outras dívidas contraídas pelo consumo compulsivo.

 

Mantra

Um alcoólico anônimo tem como lema não beber o primeiro gole, mas para o comprador compulsivo o problema é mais complicado. Como não efetuar a primeira compra? Para Fuentes o devedor precisa entender que não é eliminando o ato de comprar que se trata a doença, mas sim comprando com moderação. “Não há como eliminar de uma vez por todas o ato de comprar, mas há como restabelecer uma relação sadia com as compras”. Para os Devedores Anônimos o mantra é “não fazer o primeiro débito”.

“Eu associo a sensação da compra ao consumo do álcool. Que seja pesquisado, mas eu acho que essa adrenalina das compras dá essa sensação de alegria, de entusiasmo e depois a sensação da desgraça é quando você não tem as sacolas na sua frente”, relembra Luciana, sobre a compulsão. 

 

Sempre alerta

O depoimento da advogada começa com a frase: “fui uma compradora compulsiva e, até hoje, se eu não me cuidar, a minha conta vai estourar”. Em todos os depoimentos ouvidos há o mesmo relato, a vigilância constante para uma doença que não tem cura e sim uma forma de deter o impulso de comprar.

Luciana ressalta a importância de se sentir respeitada, mesmo com uma doença como a oniomania e alerta para a importância de se conhecer para depois melhorar. “Somente depois de um ano em terapia, que eu contei para meu marido sobre minha doença. Tinha medo, não da reação dele em relação ao nosso casamento, mas medo de não ser respeitada. Eu tive o respeito do meu marido, a compreensão de que necessitava, mas acima de tudo, o entendimento de que era uma doença e que eu estava lutando contra ela. Isso foi muito importante para mim no processo”.

Agora a compradora compulsiva está no fim do processo de quitação das dívidas e começa a traçar outras metas para sua vida. “Depois de quatro anos de tratamento, eu estou terminando de pagar aquelas dívidas de toda uma vida, e eu tenho um novo objetivo, que é passar para o andar de cima. Eu entendo que, durante o início da terapia, quando admiti uma doença e tracei meu plano de pagamentos, eu estava no subsolo, em direção ao térreo, onde estou quase chegando. Assim que a porta abrir, eu quero passar para o primeiro andar, ou seja, depois de pagar todos meus débitos, eu quero começar a guardar um pouco de dinheiro”.

Para Luciana, o indivíduo só pode melhorar a qualidade de vida se tiver autoconhecimento. E para ela custou quase tudo o que tinha de mais importante na vida para encarar essa realidade. “A pessoa precisa ficar sempre atenta e nunca achar que agora pode. Que depois de um tempo se controlando, pode voltar a ter talão de cheque, cartão e gastar. A minha história é essa”.

Patrícia Paz

16 avril

Nomes

Estava pesquisando na internet uma escritora espanhola de quem gosto muito e achei uma mínima sobre significados de nomes. Gostei de relacionar meu nome ao que sou, se bem que não concordei muito com determinadas características. Ao juntar nome à pessoa, a começar pelo meu, em certos momentos, quase caí da cadeira de tanto rir. Como podem avaliar uma pessoa pelo nome? Então percebi para todos os significados de signos, nomes, sobrenomes, quantidade de letras, as características se repetem, sempre as mesmas definições.

Em um sofismo barato, concluí que não são os signos, nomes ou coisa que o valha que tentam definir pessoas distintas como iguais e sim as pessoas que se repetem. 

Somo todos igualmente diferentes e isso não é para qualquer um.

Resolvi colocar aqui os nomes mais relevantes à minha pessoa humana. Alguns eu não encontrei significado por serem bem incomuns, mas outros eu quase vi a pessoa a minha frente quando li. Sempre que há necessidade, comento algo pessoal.

Não fiquem chateados, até vou começar pelo meu para não haver muita discórdia entre mim e meus quatro leitores.

Enjoy!

Patrícia Paz

 

 

Patrícia: Latim. Significa da pátria. Está sempre em busca da perfeição total. Por ser exigente demais com as pessoas e ter um senso crítico muito apurado, tem solidão como grande companheira. É previdente e nunca fica sem dinheiro.

(Nunca fico sem o que?)

 

Adriana: Significa escura, morena, e revela uma pessoa com grandes chances de triunfar na vida, pois mostra interesse pelos mais variados assuntos e aprende tudo com facilidade. E sabe repartir com outros tudo que consegue com o estudo e o trabalho.

(Sim, mas não dividia a cola comigo)

 

Aécio: Grego: "ave de rapina".

(Esse só li o significado e achei perfeito para o político mais fashion que existe)

 

Ana Paula: É muito bondosa e procura manter um clima de harmonia ao seu redor. Demora a tomar decisões, mas quando o faz não costuma errar.

(Não costuma errar, sei... E a harmonia mantém sim, mesmo que seja pela palhaçada)

 

Bruna: Significa morena, escura e se relaciona a uma pessoa calma, gentil, diplomática, bondosa e organizada. Apesar de não ser ambiciosa ela consegue tudo que deseja, mas sempre pela persuasão, pela capacidade de convencer e nunca pela força.

(Sim, e quando não consegue pela persuasão que mal tem um ataque de nervos? Calma? Há controvérsias)

 

Bruno Henrique: Significa moreno, escuro e indica uma pessoa calma e diplomática, que consegue tudo o que deseja pela capacidade de convencer, nunca pela força. A liderança que revela vem mais da sua capacidade de analisar corretamente cada situação do que de um talento inato. Do germânico "luminoso, brilhante". Já o Henrique significa senhor da pátria e indica uma pessoa boa e prestativa, apesar do seu ar um tanto arrogante. Os amigos sabem que podem contar com sua colaboração a qualquer momento. Do alemão "príncipe, poderoso".

(Não sei se tão diplomático assim, mas com certeza a maior lábia da história. Arrogante com certeza, mas o coração mais mole que já vi e convencido.)

 

Carolina: Variação de Carla. Indica uma pessoa voluntariosa, que adora dominar as outras. Chega a ser considerada fria e calculista, mas revela seus nobres sentimentos sempre que alguém precisa dela.

(Não consegui visualizar uma que conheço aqui, mas outras sim)

 

Cláudia: Significa a que anda com dificuldade e indica uma pessoa que, graças ao seu caráter arrebatador e audacioso, consegue dirigir suas energias de modo a atingir seus objetivos sem demasiado esforço. Do latim "coxa, manca".

(Manca às vezes, mas quem pode dizer que não consegue o que quer?)

 

Cristiane: Significa cristã e indica uma pessoa positiva, otimista, organizada e com grande capacidade de liderança, derivada da consciência do seu próprio valor. Do grego: "Seguidora de Cristo".

(Sim, mas seguidora de alguém? Essa não segue nem fluxo)

 

Décio: Significa o décimo (filho). Indica uma pessoa responsável, que encara com seriedade tudo o que faz e gosta de ser elogiada por isso. É tão meticuloso que nenhum detalhe escapa à sua percepção.

(Quase chegou mesmo no 10º lugar. E realmente nada lhe escapa)

 

Eduardo Augusto: Significa guarda das riquezas e indica uma pessoa talentosa e dinâmica, que se realiza em trabalhos que a estimulem a pensar, pesquisar e aprender mais. Quem tem esse nome é também muito comunicativo. "O venerado", "O sublime", "O máximo".

(Exibido, convencido e arrogante, mas, sem sombra de dúvida, muito talentoso na arte de embromar. Os pais com certeza acertaram em cheio)

 

Elizabeth: Significa consagrada a Deus e indica uma pessoa extremamente ativa, que, graças à sua persistência e à sua força de vontade, sempre alcança os objetivos a que se propõe. Outra das suas virtudes é a capacidade de planejar tudo com muito cuidado. Do hebraico "consagrada por Deus".

(Sim! Totalmente ligada no 220)

 

Felipe: Significa o que gosta de cavalos e indica uma pessoa que demonstra grande afinidade com a natureza, com os esportes em geral e também com a vida militar. Tem uma incrível capacidade de se adaptar a novas situações e vencer desafios.

(Comentar esportes, sim e reclamar dos militares, aliás reclamar é com ele mesmo)

 

Flávio: Significa da cor do ouro e indica uma pessoa criativa e inteligente, que envolve a todos com sua conversa agradável. Sua boa memória e seu carinho natural o ajudam muito no relacionamento social.

(Sei...)

 

Francisco: Do latim "francês".

(N’est-ce pás? Spectacle!)

 

Frederico: Significa o que garante proteção e indica uma pessoa que luta com firmeza e energia para realizar seus ideais. Não desanima diante de nada e procura sempre animar seus companheiros a ter a mesma atitude positiva em relação aos obstáculos.

(Uma pessoa que gostaria de reencontrar)

 

Heitor: Significa conservador guardador e indica uma pessoa que, apesar de ter um caráter avesso a mudanças e novidades, apresenta notável propensão para levar uma vida de aventuras. Do grego "mantenedor da vitória".

(Sim, principalmente em alto mar)

 

Hipólito Augusto: Significa o que solta os cavalos e indica uma pessoa que se adapta com facilidade às mudanças no trabalho e na vida amorosa. Mas é ambicioso e quer ser o primeiro em tudo. Se não corrigir essa tendência, corre o risco de se tomar um vencedor solitário. "O venerado", "O sublime", "O máximo".

(Por isso que está tudo acabado entre nós, Hipólito Augusto... kkk)

 

José: Significa Deus acrescenta e indica uma pessoa sensível, confiante e generosa, que sofre com os problemas alheios. É muito conciliador e conserva o autocontrole mesmo nas piores situações. (hebraico) Yoseph, aquele que acrescenta.

(Meu amor eterno)

 

Leandro: Do grego "homem-leão".

(Sim, um homem forte e corajoso, pero no mucho)

 

Leonardo: Do alemão "homens fortes, forte como o leão".

(Olha só. Bom Leonardo é o que não falta em minha vida. Em alguns casos felizmente, já em outros... Mas um precisa ser somado ao Vinícius e para esse eu digo, realmente cabe a criatividade, originalidade e carisma)

 

Lia: Hebraico, significa exausta, cansada.

(Por isso que manda todo mundo fazer as coisas por ela)

 

Luis: Do alemão "guerreiro famoso, glorioso".

 

Márcia: Feminino de Márcio. Acha que o verdadeiro amor compõe-se de uma sucessão de instantes maravilhosos. Realiza com minúcias suas tarefas. O dinheiro é suficiente para o imprescindível. Do latim "que pertence a Marte; marcial, guerreira".

(Silvícolas?)

 

Paulo: Significa pequeno e indica uma pessoa com muita disposição e um otimismo contagiante. Encara cada dia como um novo degrau para obter o desenvolvimento material e social. Dono de uma ambição inata planeja cuidadosamente os passos da sua caminhada para o sucesso. Do latim "pouco, pequeno".

(Dois Paulos que conheço têm mais de 190 cm, fora os bem largos. Otimismo contagiante?)

 

Pedro: Do latim "pedra".

(Esse sim é uma pedra mesmo)

 

Rosa Maria: Grego, significa a flor, a rosa. Nome de pessoa que, em cada circunstância da sua vida, sabe valorizar o que lhe convém. Quase sempre acerta ao escolher as suas amizades e a profissão. No entanto, foge da monotonia: gosta de arranjar novos amigos ou mudar de trabalho. Do latim "designa a flor". Maria significa senhora soberana. Nome que indica serenidade, força vital e vontade de viver. Por vezes são forçadas a pedir auxílio para resolução dos muitos problemas que tem de enfrentar na vida e para agüentar a dor. Consideram o dinheiro necessário, mas não essencial. Do hebraico "amargura, mágoa, soberana".

(Se consegue tomar a decisão de mudar. Serenidade sim e auxílio também pede, sempre, mais por não querer fazer o lance do que por não saber como fazê-lo. Agüentar a dor? Nem pensa em dores, o mundo é uma droga mesmo)

 

Rui: Do alemão "forma apocopada de Rodrigo". Rodrigo: Do alemão "famoso pela glória".

(Nem no nome é original... kkk)

 

Vinícius: Significa vinicultor (aquele que cultiva uva) e indica uma pessoa ousada e criativa, que se destaca em qualquer grupo que freqüente. Todos admiram sua originalidade e isso lhe permite fazer muitos amigos e também diversas conquistas amorosas.

(Ui! Dom Juan!)

9 avril

Sem um estrondo, mas com um gemido

Como diria o grande Raulzito, “tem dias que a gente se sente um pouco, talvez, menos gente” e assim começou meu dia hoje.

Como não é novidade para nenhum dos meus 2 leitores, eu acordo de mau humor. Não importa como terminou meu dia anterior, com conversas gostosas e inteligentes, com amigos bebendo na Padoca, com um maravilhoso livro ou filme ou com uma sessão musical regada a grandes risadas. Quando amanhece o dia, eu abro os olhos perguntando por que de tudo que se possa definir como ‘belo’.

Normalmente, esse estado de espírito baixo dura até o primeiro gole de café. Quando meu raciocínio entra nos eixos do universo e eu passo a aceitar o fato de existir vida. Depois do banho eu aceito a existência de alguma beleza na vida e a caminho da labuta, eu concordo com ela, mesmo que nem sempre justa.

O problema é quando eu tomo o primeiro gole, o segundo e nada muda. Nesses dias, eu tenho certeza que meu mundo é infame, que as pessoas são imbecis e que vou passar um inferno por conta do mau humor. Hoje foi um dia assim. Dois copos de café, o banho, outro copo de café e nada.

Meu primeiro obstáculo do dia é a áurea contagiante de D.Rosa. Minha progenitora tem por costume acordar elétrica, feliz, questionadora e, o mais grave, falante. Céus, como pode alguém falar tanto quando abre os olhos. Como pode alguém ter capacidade para pensar da forma como ela pensa. E não pára por aí, ela acorda as pessas assim. Um “bom dia” e pronto. Informação, muita informação... Costumo dizer isso freqüentemente a ela.

Claro que nos dias em que estou extremamente desprovida de qualquer sinal de felicidade, nós duas acabamos por discutir. Na verdade, eu brigo, ela ironiza.

E foi assim, ela sarrista e eu com instintos assassinos, que saí do apartamento para pegar o elevador, que já irritou, pois passou direto do meu andar indo buscar algum outro bem humorado qualquer do prédio, pensei eu.

Quando o ‘mesmo’ chegou para me buscar, eis que eu cruzo com o segundo ‘desconexo’ do dia. Um ‘geração saúde’. Meninão, com fone no ouvido, roupa de corrida e, na mão, bolacha com fibras. Aquelas que fazem a pessoa cheirar ‘saúde’ até na hora do número dois. O BOM DIA do rapaz me tirou do sério, um tom alto, bem humorado, feliz, simpático. Resumindo, um nojo de pessoa.

A geração saúde versus a morte iminente. Eu com um cigarro na mão, para acender assim que saísse do prédio, ele com bolacha de fibras para um funcionamento perfeito do intistino. Enfim o casal perfeito. Perfeito para estar o mais longe possível um do outro.

Ao passar pela portaria, a discrepância, meu ‘dia’ baixo e repressor contra o ‘BOM DIA’ do meninão, alto, claro e carregado de caridade.

Claro que seguimos direções diferentes, eu rumo ao metrô, para duas conduções até meu primeiro destino, para depois mais duas, para o segundo destino, onde trabalho até tarde da noite, agüento pessoas estranhas com temas esquisitos... Ele, provavelmente para o Ibirapuera, numa manhã que promete solzinho e ar puro.

E, para finalizar, cito Raul mais uma vez para dizer que tanto faz a manhã de cada um, a religião, a filosofia de vida, “está em qualquer profecia que o mundo se acaba um dia”.

Um dia...

 

Patrícia Paz

 

 

As Profecias (Raul Seixas)

 

Tem dias que a gente se sente

Um pouco, talvez, menos gente.

Um dia daqueles sem graça

De chuva cair na vidraça

Um dia qualquer sem pensar

Sentindo o futuro no ar

O ar, carregado sutil.

Um dia de maio ou abril

Sem qualquer amigo do lado

Sozinho em silêncio calado

Com uma pergunta na alma

Por que nessa tarde tão calma

O tempo parece parado?

 

Está em qualquer profecia

Dos sábios que viram o futuro,

Dos loucos que escrevem no muro.

Das teias do sonho remoto

Estouro, explosão, maremoto.

A chama da guerra acesa,

A fome sentada na mesa.

O copo com álcool no bar,

O anjo surgindo no mar.

Os selos de fogo, o eclipse,

Os símbolos do apocalipse.

Os séculos de Nostradamus,

A fuga geral dos ciganos.

Está em qualquer profecia

Que o mundo se acaba um dia.

 

Um gosto azedo na boca,

A moça que sonha, a louca.

O homem que quer, mas se esquece,

O mundo dá ou do desce.

Está em qualquer profecia

Que o mundo se acaba um dia.

Sem fogo, sem sangue, sem ás

O mundo dos nossos ancestrais.

Acaba sem guerras mortais

Sem glorias de Mártir ferido

Sem um estrondo, mas com um gemido.

 

Os selos de fogo, o eclipse

Os símbolos do apocalipse

A fuga geral dos ciganos

Os séculos de Nostradamus.

 

Está em qualquer profecia

Que o mundo se acaba um dia

Um dia...

 

Sim, sim, sim...

 

7 avril

Dia do Jornalista

Hoje, dia 07 de abril, é dia da profissão mais atribulada por amenidades que existe, o de jornalista.

 

O jornalista precisa ser - segundo os guias de profissões - curioso, criativo, bem informado sobre todos os assuntos, gostar de ler e escrever, ser objetivo. Não existe rotina no trabalho deste profissional. A cada dia, uma nova aventura o aguarda. A cada dia, o jornalista pede um novo acontecimento para poder, enfim, trabalhar. Mesmo que esse acontecimento seja catastrófico e se não for, ele – o jornalista – se encarrega de deixá-lo.

 

O jornalista vive de seqüestros, guerras, chacinas, escândalos com celebridades, políticos, corrupções, assassinatos, conquistas e derrotas, enfim, sem a notícia a profissão não existe, sem os fatos, o jornalista não faz notícia.

 

E quando o jornalista faz a notícia e forma um padrão, uma linha de raciocínio, quando o jornalista forma a opinião?

 

O jornalista tem influência num padrão de comportamento firmado a partir de um único exemplo. Eles têm grande responsabilidade nisso.

 

Aliás, não continuarei com a hipocrisia. Nós somos responsáveis por isso. Nós fazemos a notícia, a partir de fatos, e nós formamos a opinião pública.

 

Nós, jornalistas, com nossa responsabilidade de transmitir o que é de utilidade pública, com imparcialidade, com a verdade no relato dos fatos, somos responsáveis pela informação da população. Não é pouca coisa, certo?

 

A promiscuidade é inegável: não é à toa que, peneirados todos os assessórios conceituais, de uma "indústria cultural a serviço do mercado", de uma "construção social de sentido" e coisa e tal, o jornalismo jamais deixará de ser velha picuinha, e os jornalistas as velhas comadres.

Allan de Abreu

 

Nós, jornalistas, lutamos para quebrar o paradigma de comadres dos fatos. E o resto do mundo luta para mostrar a pelo menos um jornalista que é tão capaz intelectualmente quanto ele.

 

Brincadeiras a parte, o jornalista faz isso, conta o fato e o transforma em história. Parabéns a todos nós!

Patrícia Paz

5 avril

Tipos Psicológicos - INFP (Introvertidos-Intuitivos-Sentimentais-Perceptivos)

NF: Intuitivo Sentimental (chamados Idealistas) – Tipos: INFP, ENFP, INFJ, ENFJ

Os NFs acreditam que a cooperação amigável é a melhor forma para que as pessoas atinjam os seus objetivos. Eles sonham em remover os muros de egoísmo e conflito que dividem as pessoas e têm um talento único para ajudar as pessoas a resolver as suas diferenças e assim trabalharem juntas. Tal harmonia interpessoal poderia ser um ideal romântico, mas os NFs são românticos incuráveis que preferem concentrarem-se no que poderia ser em vez do que no que é.

 

 

            Seu modo principal de viver é focado internamente, lidando com as coisas de acordo com a maneira com que você se sente quanto a elas, ou de acordo com a maneira com que elas se encaixam no seu sistema de valores pessoais. Seu modo secundário é exterior, através do qual você absorve fatos principalmente através da sua intuição.

 

            Você, mais do que outras pessoas que são intuitivas e que dão mais ouvidos aos sentimentos do que à razão pura, é focado em fazer do mundo um lugar melhor para as pessoas. Sua primeira meta é encontrar o seu significado na vida, perguntando coisas do tipo: “Pra quê eu existo? Qual é o meu propósito? De que maneira eu posso melhor servir a humanidade durante a minha vida?” Você é uma pessoa idealista e perfeccionista, e se esforça ao extremo para atingir os objetivos que identificou para si mesmo.

 

            Você é muito intuitivo sobre as pessoas. Você conta totalmente na sua intuição para te guiar, e usa suas descobertas para buscar constantemente o valor da vida. Você está numa missão contínua para encontrar a verdade e o significado das coisas. Cada interação e cada pedaço de sabedoria adquirida é filtrada pelo seu sistema de valores, e avaliada para ver se existe algum potencial para lhe ajudar a definir ou refinar mais ainda seu próprio caminho na vida. A meta final é sempre a mesma – você se esforça para ajudar as pessoas e para fazer do mundo um lugar melhor.

 

            Em geral, uma pessoa gentil e de muita consideração, você é um bom ouvinte e deixa as pessoas à vontade. Mesmo que reservado ao expressar suas emoções, você se importa demais com os outros, e é genuinamente interessado em entender as pessoas. Esta sinceridade é percebida pelos outros, fazendo de você um amigo especial, e em que se pode confiar. Você geralmente é muito caloroso com as pessoas que você conhece bem.

 

            Você odeia conflitos, e faz o que puder para evitá-los. Se você precisa encará-los, será sempre utilizando a perspectiva dos seus sentimentos. Em situações de conflito, você dá pouca importância para quem está certo e quem está errado. Você presta atenção à maneira com que você se sente quanto ao conflito, e não se importa muito se seus sentimentos estão ou não corretos. Você simplesmente não quer se sentir mal. Essa característica às vezes faz com que você aparente ser uma pessoa irracional e ilógica em situações de conflito. Por outro lado, você faria um ótimo papel de mediador, e tem facilidade de resolver os conflitos dos outros, porque você entende intuitivamente as perspectivas e os sentimentos das pessoas, e quer genuinamente ajudá-las.

 

            Você é flexível e despreocupado, até que um de seus valores seja violado. Assim, se seu sistema de valores está sendo ameaçado, você pode se tornar agressivo, lutando com muita garra e paixão por sua causa. Quando você começa um projeto no qual se interessa, é muito comum que este se torne uma “causa” para você. Apesar de você não ser uma pessoa focada em detalhes, você cobrir cada detalhe necessário com vigor e determinação, enquanto lutando por essa sua causa.

 

            Quanto a detalhes mundanos da vida (como lavar, limpar, passar, etc.), você praticamente não está ciente deles. Você pode passar meses sem perceber as manchas no carpete, mas você cuidadosamente e meticulosamente remove aquele filetinho de poeira que caiu em cima do seu caderno de projetos.

 

Você não gosta de ter que lidar com fatos concretos e com lógica. Seu enfoque pessoal nos seus sentimentos e na condição humana torna difícil que você lide com decisões impessoais. Você não compreende nem acredita na validade de uma decisão que não leva as pessoas em consideração, fazendo de você uma péssima pessoa para tomar esse tipo de atitude. Você provavelmente evitará análises impessoais, apesar de poder desenvolver esta capacidade, e de conseguir ser bastante lógico. Sob estresse, é comum que você utilize a lógica de uma maneira errada quando, por exemplo, num momento de raiva, em que você cita fato após fato (e geralmente não completamente corretos) em uma explosão emocional.

 

            Você tem padrões altíssimos e é um perfeccionista. Consequentemente, você é muito duro consigo mesmo, e não dá muito valor às suas conquistas. Você pode acabar tendo problemas na hora de trabalhar em um projeto em grupo, pois seus critérios e padrões tendem a ser bem mais altos do que os do resto do grupo. Nessas situações, você pode ter um problema de “controle”. Você precisa tentar equilibrar seus ideais com suas necessidades do dia-a-dia. Sem resolver este conflito, você nunca ficará feliz consigo mesmo, e pode ficar confuso e paralisado quanto ao que fazer de sua vida.

 

            Pessoas como você geralmente são escritores talentosos. Você pode se sentir esquisito e desconfortável em se expressar verbalmente, mas você tem uma capacidade maravilhosa de definir e de expressar no papel o que você está sentindo. Você também gosta de participar de profissões de cunho social, como na área de aconselhamento ou de educação. Você se encontra o mais confortável e feliz possível quando trabalha pelo bem das pessoas, e onde você não precisa usar lógica intensamente.

 

            Se você desenvolver suas potencialidades você poderá realizar feitos maravilhosos, apesar de que provavelmente você nunca irá reconhecê-los como tais. E lembre-se: algumas das pessoas que mais causaram desenvolvimentos dos seres humanos no mundo foram pessoas como você. 

30 mars

A Marca Humana

Um livro interessante, polêmico e cheio de pequenas grandes análises sobre o comportamento humano e sobre a sociedade americana e seu sonho sobre a liberdade total. A livre vida na América, sem barreiras, onde tudo vale para viver essa ilusão.

Temas como preconceito, aceitação, injustiça, loucura são abordados por Philip Roth de forma bem detalhada. Você começa torcendo por Coleman, personagem principal do livro, e termina o odiando com todas as forças.

O que você faria - até que ponto chegaria - por um sonho? Passaria por cima de sentimentos, pessoas, familiares para atingir um objetivo maior. Realmente os fins justificam os meios?

Coleman é um professor universitário que passa por uma acusação de racismo na faculdade onde leciona e se vê na fase mais difícil de sua vida. Provar que não foi racismo, assimilar seu ressentimento com os que ele trabalhou a vida inteira e rever todos os seus conceitos de vida próspera.

Tudo isso aos 71 anos e com um caso amoroso com uma mulher de 34 anos, faxineira na faculdade onde ele foi decano por vários anos, para somar à acusação de racismo a de assédio sexual. Além da perseguição do ex-marido e veterano da Guerra do Vietnã, violento, que acusa o governo de abandono e sofre com as marcas deixadas pela guerra, mesmo estando em 1998.

O caso Bill Clinton e Monica Lewinsky, como pano de fundo, e a onda de puritanismo que se apodera do país.

A Guerra do Vietnã ainda entalada na garganta dos americanos e o sonho americano posto em questionamento. E, para completar o quadro, Coleman ainda vai ter que se esforçar muito para manter um segredo que esconde guardou de todos com quem se relacionou durante cinco décadas, mulher, filhos e colegas de trabalho, sobre sua verdadeira origem.

Segundo informações sobre o autor, Marca Humana faz parte da trilogia de Roth sobre a vida na América, junto com Pastoral Americana e Casei com um Comunista.

Patrícia Paz
18 mars

Carta de petroleiro da P-18 a Pedro Bial do BBB da Globo

Prezado Senhor
Pedro Bial
Digníssimo Jornalista, apresentador da Rede Globo de Televisão.

Confesso Sr.Bial que não sou espectador do programa o qual o senhor apresenta. Talvez para felicidade da minha cultura e para infelicidade do índice de audiência, ao qual seu programa está atrelado. Mas, tive durante um dia desses, num dos raros casos fortuitos que o destino apresenta, a oportunidade de, por alguns minutos, apreciar o tão falado Big Brother Brasil, o BBB.
Para minha surpresa, durante uma ou duas vezes o senhor, ao chamar os participantes para aparecerem no vídeo o fez da seguinte maneira:

- Vamos agora falar com nossos heróis!

De imediato tive uma surpresa que me fez trepidar na cadeira.

Heróis????

O senhor chama aqueles que passam alguns dias aboletados numa confortável casa, participando de festas, alguns participando até de sessões de sexo sob os ededrons, falando palavras chulas e no fim podendo ganhar um milhão de reais, de heróis?

Pois bem Sr. Pedro Bial, eu trabalho numa Plataforma Marítima que se localiza a aproximadamente 180 km da costa brasileira e contribuimos, mesmo modestamente, para que o nosso País alcançasse a auto-suficiência em Petróleo e continuamos lutando, todos nós, para superar esse patamar.

Neste último dia 26 de Fevereiro presenciamos um acidente com um dos Helicópteros que faz nosso transporte entre a cidade de Campos e a Plataforma. As imagens que ficaram em nossa mente Sr. Bial, irão nos marcar para o resto das nossas vidas. Os seus "heróis" Sr Bial, são meros coadjuvantes de filmes de segunda categoria comparados com os atos de heroísmos que presenciamos naquele momento.

Certamente o Senhor como Jornalista que é, deve estar a par de todo o acontecido. Mas sei que os detalhes o Sr. desconhece. Pois bem, perdemos alguns colegas. Colegas esses, Sr Bial, que estavam indo para casa após haver trabalhado 15 dias em regime de confinamento.

Não o confinamento a que estão sujeitos os seus "heróis", pois eles têm toda uma parafernália de conforto, segurança e bem estar, que difere um pouco da nossa realidade. Durante esse período de quinze dias esses colegas falaram com a família apenas por telefone. Não tiveram oportunidade de abraçar seus filhos, de beijar suas esposas, de rever seus amigos e parentes... Logo após decolar desta Plataforma com destino a suas casas o Helicóptero caiu no mar ceifando suas vidas de modo trágico e desesperador.

E seus "heróis" Sr Bial, a que tipo de risco eles estão expostos? Talvez aos paredões das terças-feiras, a rejeição do público, a não ganhar o premio milionário ou a não virar a celebridade da próxima novela das oito. Os heróis daqui Sr Bial foram aqueles que desceram num bote de resgate, mesmo com o mar apresentando um swuel (oscilação causada por altas ondas) desafiador. Nossos heróis Sr. Bial desceram numa baleeira, nossos heróis foram os mergulhadores, que de pronto se colocaram à disposição para ajudar, mesmo que isso colocasse suas vidas em risco. Nossos heróis Sr. Bial, não concorrem ao Premio de um Milhão de Reais, não aparecem na mídia, nem mesmo os nomes deles são divulgados. Mas são heróis na verdadeira acepção da palavra. São de carne e osso e não meros personagens
manipulados pelos índices de audiência. Nossos heróis convivem aqui no dia-a-dia, sem câmeras, sem aparecerem no Faustão ou no Jô Soares.

Heróis, Sr Bial são todos aqueles que diariamente, saem das suas casas, nas diversas cidades brasileiras, chegam à Macaé ou Campos e embarcam com destino as Plataformas Marítimas, sem saber se regressarão as suas casas, se ainda verão seus familiares, ou voltarão ilesos, pois tudo pode acontecer: numa curva da estrada, num acidente de Helicóptero, no vôo comercial de regresso a sua cidade de origem....

Não tenho autoridade suficiente para convidá-lo a conhecer nosso local de trabalho e conseqüentemente esses nossos heróis, mas posso lhe garantir Senhor Bial, que caso o Sr estivesse presente nesta plataforma durante aquele fatídico acidente seu conceito de herói certamente seria outro.

Em memória dos colegas:
Durval Barros
Adinoelson Gomes
Guaraci Soares

"Pensamos em demasia e sentimos pouco. Mais do que máquinas, precisamos de afeições e doçura."

--
Renato Jr
Técnico em Inspeção de Equipamentos
2 mars

Atualizações nada atuais

Hoje quero falar um pouco sobre leituras. Não, podem acalmar pois não é o tipo de leitura que costumo falar, sempre... Mas aquela ‘leitura’ que você faz de um acontecimento, que você tem certeza que viu de um jeito, e que no fundo não era bem o que parecia ser. Ilusão? Vontade ou desejo de ser o que não é? Por vezes acho engraçado como nos deixamos enganar. Meu bisavô costumava dizer, um homem sábio e cético meu bisavô, “com barbas é San Anton si non é Purisima Conceicion”. Bom ele era galego, portanto falava em galego, certamente.

O fato é que se pensarmos é bem isso mesmo. Sempre vemos do jeito que precisamos ou queremos, mas dificilmente do jeito que é. Então, como diria um tio também da terrinha maldita, “non se fijando non se nota”. Ou será que notamos e não queremos admitir o engano?

Claro que vocês não estão entendendo nada, mas quem disse que era para entender algo? Estou retomando o blog, depois de um longo verão, mas sem muito a acrescentar. Os meses de dezembro e janeiro foram muito bons, em companhia mais que agradável. Quase revivi uma rotina fantástica de meses atrás. O trabalho estava calmo, até meados de fevereiro, quando o ano realmente começa no país e eu estava feliz... Bom, estava menos reclamona, por assim dizer.

Agora estou com a rotina de volta, correria o dia inteiro, a preguiça dando ‘oi’ nos fins de semana, como é de costume, e a mesma sensação de sempre, a de que eu vi algo onde não havia coisa alguma...

Claro que com meus livros, ‘discos’, filmes e fotografias sempre à mão. Afinal, uma canceriana sem recordações e ilusões não é digna de nota. E assim caminha a humanidade...

 

Uma tentativa de promessa

 

Vou tentar atualizar com mais freqüência esse ano, mas vocês (quatro leitores fiéis) precisam prometer mais comentários. Não aqui no blog, necessariamente, mas em nossas conferências diárias seria bem interessante. Eu colocaria mais fotos da viagem de férias do ano passado, se alguém tivesse me mandado as tais fotos... Sem comentários!

 

Patrícia Paz